Como aceitar cartões de crédito em seu estabelecimento

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Saiba como funciona, quanto custa e se você deve ou não ter em seu estabelecimento.

Se você tem uma gráfica, presta serviços de design ou comercializa qualquer tipo de produto ou serviço, inevitavelmente vai ouvir a seguinte frase:

“Posso pagar depois?”

Apesar de necessitarem de produtos e serviços em momentos específicos, nem todos os clientes conseguem ter dinheiro suficiente para pagar naquele momento por eles. Você como proprietário do negócio é quem deve decidir se quer vender a prazo ou não – vender a prazo não é uma obrigação prevista em lei, é apenas uma facilidade comercial que ajuda a vender. Isso cria um certo dilema: Se eu não vender a prazo posso acabar perdendo a venda, mas se eu vender o cliente pode não me pagar. Devo vender a prazo ou não? Como proceder? É sabido que as vendas a prazo aumentam o poder de compra do seu cliente, mas deve-se tomar um certo cuidado para que a empresa não afunde em dívidas. Até mesmo o popular cheque pré-datado não apresenta qualquer tipo de garantia de pagamento – o cheque pode aparecer limpo no sistema, mas no dia pode não haver saldo, assim como o inverso também pode ocorrer (o cheque pode aparecer sujo mas o cliente pode de fato ter o dinheiro na conta).

Como, então, vender a prazo nestas situações? Como saber para quem parcelar? A resposta está nas maquininhas de cartão de crédito.

Como funcionam as maquininhas

As “maquininhas de cartão” são terminais eletrônicos que aceitam cartões de diversos tipos. Os mais comuns são: cartão de débito (onde o valor da compra é debitado da conta corrente), cartão de crédito (onde o cliente paga pela compra através de uma fatura) e cartão de benefícios (vale refeição, vale combustível, etc).

O cliente apresenta o cartão ao lojista, que passa o cartão pelo leitor (se for um cartão magnético) ou insere na abertura correspondente (se for um cartão de chip). Em seguida, ele escolhe o tipo de operação, o valor, a quantidade de parcelas (se for um cartão de crédito) e a compra é liberada ou recusada imediatamente através de consulta ao banco do cliente.

A principal vantagem dos cartões é que a loja não precisa se preocupar com o calote, pois se a venda foi aprovada a loja receberá independente do cliente pagar ou não ao banco dele.

Se a compra for feita na função “débito” a loja receberá o valor da venda no dia útil seguinte. Se a compra for feita na função “crédito” a loja receberá o valor da venda 30 dias depois. Se a compra for feita na função “crédito parcelado pelo estabelecimento” a loja receberá também em parcelas, a primeira após 30 dias e as demais a cada 30 dias. O recebimento das parcelas é garantido, visto que o valor foi liberado para o cliente pelo banco “a crédito”, e se o cliente não pagar ele terá de se entender com o banco.

Quais são as opções de maquininhas

No Brasil desde 2010 não existe mais a exclusividade de maquininhas, ou seja, seu estabelecimento agora pode ter apenas uma maquininha para todos os tipos de cartões. Neste momento temos três adquirentes (a empresa que aluga estas maquininhas): Redecard, Cielo e Santander-Getnet.

Todas as três oferecem maquininhas com fio (ligadas à linha telefônica) e sem fio (ligadas à rede de telefonia celular). A Cielo e a Redecard também oferecem opções para aceitar cartões de crédito usando o seu celular, para estabelecimentos e prestadores de serviços que usam este serviço esporadicamente e não desejam pagar pelo aluguel de uma maquininha completa.

Todas as três aceitam os cartões das bandeiras Visa (Visa e Visa Electron) e Mastercard (Mastercard e Maestro). A aceitação de bandeiras adicionais, como American Express, Diners, Hipercard e outras varia entre cada adquirente – consulte os respectivos sites para obter a lista completa de bandeiras aceitas pela adquirente, e escolha uma que aceite todas as bandeiras que você achar pertinente ao seu negócio.

Quais são os custos

Toda essa comodidade não viria sem custos. Para aceitar cartões em seu estabelecimento existirão dois custos: o aluguel do terminal e a taxa de venda. E antes que você diga “ah não, mais taxas!”, pense em quanto o seu estabelecimento perde com o calote: financeiramente, com as vendas que você deixa de receber, e em tempo (tempo é dinheiro!), com as inúmeras e às vezes infrutíferas cobranças aos clientes, e os vários cheques pré-datados que voltam e precisam ser redepositados.

O aluguel do terminal representa um custo fixo que varia entre R$ 0 (de graça) e R$ 140 dependendo do modelo do terminal (sem fio é o mais caro). Esse valor é negociável dependendo do ramo do estabelecimento e do seu volume de venda com cartões. Você pode negociar este valor diretamente com a adquirente ou com o seu banco (ele pode fazer um crédito em sua conta no valor do aluguel do terminal). E já que as adquirentes aceitam diversos cartões, você também pode conseguir um desconto simplesmente dizendo que o concorrente te fez uma oferta melhor. O valor do aluguel será descontado das vendas que você fizer, ou será debitado da sua conta se o valor das vendas não for suficiente.

O outro custo é a taxa da venda. Ela é cobrada a cada venda feita pelo terminal e a porcentagem varia de acordo com o tipo de cartão. Compras feitas no cartão de débito geralmente custam 2,4%, e compras feitas no cartão de crédito geralmente custam 4,2%. Compras parceladas em mais de 6 vezes geralmente custam 4,8% (observe que é uma taxa sobre o valor total da venda, e não uma taxa sobre cada parcela). Novamente, esses valores podem ser negociados dependendo do seu volume de vendas, mas para isso é necessário primeiro gerar essas vendas, ou seja, você deve usar o terminal por um tempo.

Nas compras parceladas o seu estabelecimento também receberá em parcelas, mas se você quiser poderá adiantar as mesmas para ter mais dinheiro em caixa. As compras a vista e parceladas podem ser adiantadas, e você pode receber todo o valor no dia seguinte assim como na compra a débito. Esse adiantamento, chamado de RAV (Recebimento Antecipado) ou de “recebíveis de cartão”, pode ser contratado junto à adquirente ou ao seu banco, e é claro, haverá mais uma taxa que também poderá ser negociada. Essa taxa é cobrada de acordo com a quantidade de parcelas (quantidade de meses), e quanto maior for o parcelamento, mais você pagará. As adquirentes geralmente cobram 4,6% ao mês e os bancos geralmente cobram 3% ou menos ao mês. Os bancos podem até cobrar uma taxa menor do que a cobrada para trocar cheques pré-datados, visto que no cartão o recebimento é garantido.

Essas taxas são muito altas!

Às vezes a sua margem de lucro pode não permitir que você aceite cartões. Lembre-se: nenhum estabelecimento é obrigado a aceitar qualquer forma de pagamento exceto o dinheiro. Vender a prazo, seja com cheques, promissórias ou no cartão, representa conveniência para os seus clientes e a possibilidade de lucros maiores, mas no fim das contas é você quem deve decidir quais formas de pagamento vai aceitar, e o cartão é a forma mais segura de receber. Os custos para aceitar cartões em seu estabelecimento devem ser incluídos no preço dos produtos ou serviços, e em alguns casos eles podem ser até mais baratos do que o prejuízo causado por um ou vários calotes nas outras formas de pagamento.

E como já dito, todos os custos dos cartões podem ser negociados. Portanto, não tenha medo de conversar com a adquirente ou o seu banco.

Como faço para ter?

Basta ligar diretamente para a adquirente de sua preferência – Cielo, Redecard ou Santander Getnet – e solicitar a maquininha. O técnico irá até o local para fazer a instalação em poucos dias. É necessário ter CNPJ e uma conta corrente pessoa jurídica em qualquer banco para receber os valores.

A CuBe design aceita cartões de crédito e parcela todos os seus serviços em até 6x sem juros. Você tem alguma dúvida sobre o funcionamento destas maquininhas? É só perguntar pra gente!

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